sábado, 14 de setembro de 2013

Sakamichi no Apollon: curtindo um bom jazz

O que faz um anime bom? A qualidade técnica? A história? O quanto ele mexe com você em particular? Se todas as respostas para as três últimas perguntas foram “sim”, talvez Samichi no Apollon seja um anime interessante para você colocar na sua watchlist. O anime de 12 episódios foca na relação dramática entre um grupo de amigos, formando, ao invés de um triângulo, um verdadeiro pentágono amoroso (tão evidente que, no próprio site do anime, os únicos personagens que figuram na aba Characters são os cinco). As cenas de ações são pontuais e só nos primeiros episódios, depois disso vem o que mais importa para a trama em si: a amizade, as paixões e o jazz.


Sim, o jazz. O ritmo é o que une os jovens Kaoru Nishimi, gentilmente apelidado de Riquinho durante o anime devido ao seu status econômico, e Sentarou Kawabuchi, jovem pobre e corpulento que se envolve em várias brigas. Os dois se conhecem após o tímido Kaoru se mudar para uma cidade afastada após seu pai e sua mãe o deixarem com sua tia. Na escola, ele conhece a jovem Ritsuko Mukae, chefe de classe, e Sentarou. No primeiro episódio, já fica evidente como a amizade entre os dois rapazes irá mudar os rumos de suas vidas. A qualidade da animação se mostra bem clara logo no primeiro episódio, durante um solo de bateria de Sentarou, o que mostra a influência do diretor de Cowboy Bebop na produção. É aí que o jazz começa.


My Favorite Things 

A história se passa na década de 60, na ilha de Kyushu, área do Japão em que diversas tropas americanas mantém contato, um local onde o jazz e o rock’n’roll são ouvidos. Por isso, ouvimos John Coltrane, Nina Simone, Art Bakley e outros nomes do jazz figuram na (maravilhosa) trilha sonora do anime. Aliás, cada episódio é o nome de uma música de jazz. Se possível dá uma pesquisada no Youtube pra ouvir cada uma, é uma delícia!

Se eu pudesse apontar uma falha de Sakamichi no Apollon são as suas músicas de abertura e de fechamento. Músicas que não empolgam tanto quanto os jazz que a dupla Kaoru e Sentarou fazem viver com piano e bateria. Entre as belas músicas tocadas, os personagens vão e vem em suas relações amorosas, mostrando as certezas e incertezas do amor na adolescência. Lembrando que o anime é de 2012 e é adaptação de um mangá que teve início em 2007, criado pelo mangaka Yuki Kodama. Não li o mangá, mas o anime é impecável, figurando entre um dos meus favoritos. Aliás, ultimamente tenho visto animes de drama muito interessantes, se possível, coloque na watchlist também Ano Hana. São 12 episódios que passam rápidos e te envolvem como uma boa música de jazz. Teste o teclado do seu piano, afine os pratos da sua bateria e deixe-se emocionar com Sakamichi no Apollon.


PS: Agradeço ao amigo Carlitos Pinheiro pela indicação!

domingo, 21 de julho de 2013

O melhor e o preferido

Recentemente, criei um álbum em meu perfil no Facebook no qual posto pôsteres dos filmes que assisto. Depois de entrar no Skoob, rede social onde você cadastra os livros que você já leu na vida, meio que sinto essa necessidade de categorizar e fazer a curadoria do conteúdo que absorvo. Isso se tornou um incentivo para ir atrás de mais conteúdo. No entanto, isso não vem ao caso.

domingo, 28 de abril de 2013

147 céus e uns bocados por aí

(Dedico esse texto a todos que são meus amigos, por mais que eu não os cite no decorrer das minhas palavras.)

Blogs foram criados com a intenção de servir como diário, não é mesmo? Então, vou usar esse espaço que criei para discutir cultura pop para fazer um relato de vida que me marcou. E muito. Acordei na manhã desse sábado (27 de abril) meio confuso. Saindo da aula de japonês, acidentalmente aprendi o sentido da frase "nunca desvie de seu foco". Uma jovem que andava à minha frente apontou para um lugar qualquer, e eu, curioso, olhei também. Resultado: minha canela acertou de cheio um ferro (com concreto no seu interior) que impede que carros subam em calçadas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

A Casa ao Lado, uma ótima HQ autoral!

Bem, já falei aqui de Fade Out: Suicídio Sem Dor, uma HQ autoral de ótima qualidade que tive a oportunidade de adquirir na Bienal do Livro do Ceará. Digamos que aproveitei esse evento para encher meu estoque de HQs feitas por brasileiros. Outra (ótima) aquisição foi a graphic novel A Casa do Lado, da dupla Diogo Cesar e Pablo Mayer. Assim como em Fade Out, a parceria boa trama + preço acessível me fez uma pessoa mais feliz. =)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Django e Jackie, ou Os Filmes Que Me Fizeram Gostar de Tarantino

Recentemente, me pegava respondendo um "não" à pergunta "E aí, tu gosta do Tarantino?" Confesso que mudei minha opinião. E hoje, com a cabeça completamente mudada, posso dizer que realmente gosto do trabalho do cara. E dois filmes me fizeram mudar de opinião: Django Livre, o mais novo, e Jackie Brown, um dos mais antigos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Entre robôs e política, a beleza de Code Geass

Apesar de ter assistido à primeira parte do anime nos idos anos do Ensino Médio, somente agora terminei de assistir à segunda temporada de Code Geass. A história de Lelouch Lamperouge perpassa por uma série de animação, mangás e chegou até às rádios. Code Geass: Lelouch of the Rebellion foi criado pela Sunrise, o design dos personagens foi desenvolvido pela CLAMP, e tem um total de 50 episódios divididos em duas temporadas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Uma luta terrível entre dois lobos.

Sou daqueles que acha que histórias possuem um poder místico. Um poder de transformar, mudar ideias, emocionar. Alegorias simplificam o complexo, tornam didáticos conteúdos difíceis. Exemplos para reiterar minha visão utópica existem aos montes, basta ver listas de livros canônicos, filmes emocionante, etc. Recentemente traduzi uma dessas histórias alegóricas aqui para o blog, uma história linda sobre respeito e amor chamada A Rainha das Fadas Escocesas. Aqui, trago outra história traduzida que achei interessante.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Cloud Atlas, A Viagem, crítica, presente, passado e futuro

Os responsáveis por catalogar e organizar as prateleiras das locadoras entre filmes de ação, aventura, comédia, drama, ficção científica, dentre outros, terão grande dificuldade para decidir onde colocar o DVD de Cloud Atlas, traduzido no Brasil como A Viagem. A mistureba do diretor de Corra, Lola, Corra, Tom Tykwer, e dos irmãos Lana e Andy Wachowski, de Matrix, envolve ficção científica, comédia, épico, drama, romance e uma trama complexa sobre a vida e a conexão que temos com as pessoas que por ela passam.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Suicídio Sem Dor, uma obra inspiradora

Kurt quer se matar, mas tem medo. Tem medo de ir pro inferno, tem medo de magoar a sua mãe, tem medo do que os amigos vão falar dele. Enquanto pensa em se matar, Kurt vive sua vida. Lida com a sua namorada meio louca, com seu chefe briguento, com sua mãe assistente social, com seu pai ausente, com a mulher dos seus sonhos que ele encontra em uma lanchonete e com um assassino serial que ele investiga.


São 51 páginas de Fade Out: Suicídio Sem Dor, uma HQ nacional feita com roteiros de Beto Skubs, desenhos de Rafael De Latorre, cores e letreiramento de Marcelo Maiolo. A narrativa é rápida, dá ênfase nas ações dos personagens (uma quantidade grande de personagem em relação ao número de páginas), que interagem e fazem a vida de Kurt desenrolar até o seu derradeiro fim: a morte. Calma, calma, isso não é spoiler! =)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Rainha das Fadas Escocesas, uma história sobre respeito e amor por Rutu Modan

Recentemente tive a oportunidade de encontrar o blog da ilustradora e quadrinista Rutu Modan no site do The New York Times. Israelita, a artista faz um trabalho bacana ao desenvolver histórias do cotidiano. Confesso que não li muita coisa do blog dela, mas, logo de cara, li uma das histórias sobre respeito e amor mais lindas que já vi na vida. Senti-me no dever de traduzir para o português essa história que trago mais abaixo.